domingo, 10 de dezembro de 2017

O Grilo e o Dr. Besouro (Poema Infantil de Isabel Furini)



O GRILO E O DOUTOR BESOURO

O grilo sempre canta
Antigas e belas canções.
Ele mora em um jardim
Bonito – cheio de flores.
Sua música alegra
As rosas e os jasmins.

Mas um dia o pobre grilo
Acorda com afonia
Tenta cantar… Tenta e tenta...
Mas, não consegue.
O Grilo vai até a casa
Do sábio doutor Besouro.
- Abra a boca - fala o Besouro
E ao olhar essa garganta
O doutor Besouro se espanta.

O médico com calma, fala:
 - Você precisa descansar
Essa, sua voz de tenor.
Durante uma semana
Você ficará na cama,
Quentinho sob um cobertor,
Longe da chuva e do Sol.

- Precisa tomar este remedio
E para não morrer de tédio
Pode assistir televisão.
O grilo é obediente
e cura rapidamente.

Ele aprende uma lição,
e quando faz frio
ele fica sob o cobertor.

Isabel Furini

Fotografia de Isabel Furini

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Noite de Natal (Poema de Isabel Furini)

Meu Natal é de alegria
porque a família está reunida.

Minha tia declama poesias
e o meu tio canta pagode.

Enquanto meus avôs
comem torta e panetone.

O Papai Noel entra pela janela,
na esquina ficam as renas.

Uma tem o nariz vermelho,
outra é uma dançarina.

Relâmpago e Trovão
são mais velozes que um avião.

As renas podem voar
são renas muito divertidas.

Mamãe e papai
distribuem os presentes.

Meus irmãos e eu
estamos muito contentes.

Poema de Isabel Furini


Fotografia de Isabel Furini

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Corvos - Poemas de Isabel Furini


CORVOS

traçam linhas
e círculos 
e desenham versos
com letras arcaicas
e inspiram versos
aos poetas tristes
e aos poetas misantropos

corvos – estrelas da constelação da sede eterna
corvos
corvos –  tristes
corvos
corvos – poetas do espaço vazio
corvos 
corvos – misantropos
corvos
corvos – com almas de cavernas
corvos
corvos – desolados e enternecedores
corvos
corvos – divertem-se com bicicletas mágicas
corvos
corvos – poetas - artistas - profetas 
corvos
corvos – mapas e ampulhetas das horas 
corvos
corvos  –  arúspices do mundo.

Isabel Furini
CORVOS II - Poema de Isabel Furini

Sob o olhar dos corvos os nervos a flor de pele
sobressaltos
ohos de noite e de gatos
esse vento do destino roaçando os ombros
e a calma depois do naufrágio
o mundo volta a girar compassado
(canções de amor em um abraço 
prolongado).

Isabel Furini

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poema de Javier Díaz Gil


LO QUE IMPORTA

Si lloviera...
El agua,
El agua es lo que importa
         (Nicolás del Hierro)

Fotografia de Isabel Furini















Sólo la lluvia.
La paciencia de la lluvia
y quien la espera.
La tierra dura, el cereal,
el poema.
El agua que corre al fin
entre los dedos, las palabras,
el verso.
Sólo la lluvia invocada,
las uvas y el racimo que brotará,
para saciarnos el hambre
y su misterio.
El hombre que escribe y calla,
que sabe del amor y quiere
huir del polvo.
Sólo el amor,
el amor
solo.
Javier Díaz Gil

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Cocô de Cachorro - Crônica


CRÔNICA:  COCÔ DE CACHORRO

O ilustre professor Jairo, PHD em Literatura, estava confortavelmente sentado em sua poltrona de couro, diante do computador. Pela porta entreaberta podia-se ver a mesa de jantar e a estatua de mármore no canto da sala. Às 19 horas em ponto, iniciou-se uma conferência via internet para estudantes da área de Letras.

O professor Jairo começou dando uma visão do mundo globalizado. Na continuação o discurso focou a literatura contemporânea, os aportes de Proust e de Kafka. Depois ele fez uma breve referência à literatura de massa e, de repente, falou com ênfase: Tenho que terminar porque vejo cocô sobre a mesa.

O que será que o professor Jairo quis dizer? – perguntou um estudante de óculos. Imediatamente surgiu uma discussão. Uns achavam que o Dr. Jairo havia tentado provocar a imaginação e o debate; outros, que havia feito uma crítica social, o mundo havia se transformado em cocô de cachorro; outros ainda defendiam a tese de que “cocô sobre a mesa” referia-se a novas correntes de literatura popular que invadem o mercado, os terríveis best-sellers.

Enquanto a discussão prosseguia, o famoso professor Jairo com uma pequena pá recolhia o cocô do cachorro reclamando de Fofinho, o filhote de pequinês. Ele fazia cocô em qualquer lugar.

No dia seguinte, em blogs, sites e até em alguns jornais era discutida a teoria “cocô de cachorro sobre a mesa”.

– Isso quer dizer que os maus literatos não ocultam o “cocô literário”, porque morreu a verdadeira crítica literária, bramavam os mais radicais.

            O professor Jairo foi entrevistado na televisão, e quando perguntaram: O que realmente você quer dizer com essa crítica tão contundente à literatura atual falando de “cocô de cachorro sobre a mesa?”. Sabiamente o professor Jairo tentou não sorrir e, depois de um silêncio profundo, disse: Deixarei que cada pessoa tire as suas próprias conclusões.

 * Isabel Furini é escritora, palestrante e poeta.
Essa crônica foi publicada no Jornal Indústria e Comércio (Curitiba) em 30 de maio de 2011.

Fotografia de Isabel Furini

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Somos Livros - Poema de Isabel Furini



SOMOS LIVROS

na Via Látea  (uma das biblioteca do universo)
todos somos livros

guardamos nas páginas do inconsciente
mágoas e arrependimento
paixóes inconfessadas
e amores que venceram o tempo

aventuras e desventuras
nosso destino e nossas escolhas
estão resigrados em papiros
e guardados nas estantes do universo humano
localizado no coração da biblioteca
entre o horizonte de eventos e o horizonte de sonhos infinitos
ao leste da galáxias das ilusões.

Isabel Furini

terça-feira, 7 de novembro de 2017

23 de Novembro Dia Internacional da Palavra - Museu da Palavra


Foto da Fundação
Em 23 de novembro é festejado O Dia Internacional da Palavra - entendo que a palavra é vínculo entre os seres humanos.

Com o objetivo de divulgar o Dia Internacional da Palavra criado pelo Museo da Palavra da Fundação Cesar Egidio Serrano, realizamos durante este mes uma homenagem poética ä Palavra.

Os poemas enviados para o e-mail: isabelfurini@hotmail.com,  serão publicados por ordem de chegada. Todos los dias, até 20 de novembro, publicaremos neste blog os poemas recebidos.

Em 23 de novembro, todos os poemas serão publicados na Revista Virtual Carlos Zemek de Arte e Cultura.

Recebidos poemas dos poetas:
Neyd Montingelli, Decio Romano,  Luciana do Rocio Mallon, Isabel Furini, Adriana Garcia, Aldo Moraes, Humberto Napoleón Varela Robalino (do Equador), Van Zimerman, Sonia Cardoso, Maria Antonieta Gonzaga Teixeira, Fátima Gonçlaves, Kátia Sentinaro, Marli Terezinha Andrucho Boldori, Amaury Nogueira, Norma Haydée Perez, Eloi Fonseca, Juliana Oliveira Nacimento,


A palavra

Para os novos ouvidos,
a palavra é vã, sem compreensão.
Mas, vindo da boca (e do coração) da mãe,
a palavra é música,
é alento,
é conforto,
é alimento para o viver.
Fossem assim para o sempre,
escutariam o rogo da vida,
e não passariam fome ou frio.
Filho,
escuta aquela que ama sem condições,
escuta a mãe,
escuta suas palavras, seus conselhos.
Escuta os professores,
os mais velhos.
A palavra com amor tem significado,
para a vida.
Escuta a pátria, que é a mãe terra.

Neyd Montingelli (Brasil)


Palavras ao mundo

A palavra em rima
é poema.
A palavra em memória,
é história.
A palavra em ternura, com afeição,
é amor, é paixão.
A palavra em solidariedade,
é caridade.
Feliz aquele que faz da palavra

seu meio de comunicar-se com o mundo.

Neyd Montingelli (Brasil)

***

Palavra

Palavra te digo metal aéreo
Por todos os rumos, selvagem
Levando consigo um segredo
Sagrado pelo batismo do signo.

Selada pela liberdade
Discursa alvos divergentes
Céticos de seu ponto, imóveis
Retratados cada pela escuta.


Decio Romano (Brasil)


***

A Palavra é o Vínculo da Humanidade

A palavra é o vínculo da humanidade
E o caminho real para a felicidade
A palavra vira canção em melodia
Quando ela é feita com Poesia

O escritor é um trabalhador que lavra
Com a enxada da caneta da ternura
Curando através de uma mágica palavra
Qualquer virose, doença, ou, loucura

A palavra é a chave rara de um segredo
Capaz de evitar revolução, briga e guerra
Sem deixar uma delicada flor com medo
Quando o inverno invade a primavera.

Luciana do Rocio Mallon (Brasil)

***

PONTES

Palavras são pontes
unem pessoas, cidades e países.

Palavras podem ser como flores
ou como essa linha do horizonte
que está unida com o mar.

Palavras podem unir todos os corações,
pois todos fazemos parte do Ser Universal.

Isabel Furini (Argentina)



***

A PALAVRA

Tentei encontrar uma palavra
Para um poema rabiscar
Que expressasse o meu sentimento por você
Só o amor poderia dizer tudo
Mais nesse momento o que sinto
Nessa palavra quero deixar rabiscado
             SAUDADE!        SAUDADE!
Onde você está?
Não tenho palavras para descrever o quanto você é especial
Vou continuar dizendo em todos os rabiscos
O amor que sinto por você não encontrei a Palavra para expressar o quanto te amo
A palavra seria...
Amo,amo,amo,amo!
Eternamente....
Amo

Adriana Garcia (Brasil)
07/11/2017


***



A PALAVRA

Que palavra é essa
que vira versos?

Liberta e modifica a alma?

Que palavra é essa
Que entorpece o lápis
E vira canção?


Tornada pérola do falar
e desmandos de sonhos
que tortura essa palavra
e o Rio com suas águas
e as nuvens por detrás do Redentor

Que palavra é essa
que faz nascer o pão e a flor?

Tudo dança, canta, samba
Tudo perde e se antecipa

Tudo espalha o mundo
e traduz poesia no que não se pode ver.

Mas ouve e vê!

E a palavra foi nascendo
E a palavra se formou
Veio o tempo, veio a chuva
E do nada, a palavra renasceu

Virou memória e liberdade
E das cinzas, brotou o pão
que alimentou a cidade
e o domingo inventou o sol e a poesia!

Aldo Moraes (Brasil)
***



                                           LOS SENTIDOS DE LA PALABRA

                                                               La palabra
                                                       labios de la libertad.
                                                         La libertad es amar
                                                 los labios pronuncian amor.

                                                                 La palabra
                                                          ojos de la libertad.
                                                         La libertad es mirar
                                                      los labios anuncian la luz.

                                                                  La palabra
                                                         olfato de la libertad.
                                                        La libertad es respirar
                                                       los labios aroman el ser.

                                                                   La palabra
                                                          oídos de la libertad.
                                                            La libertad es oír
                                                  los labios entonan canciones.


                                                              La palabra
                                                   paladar de la libertad.
                                                   La libertad es saborear
                                                  los labios saben de miel.

                                                                 La palabra
                                                         piel de la libertad.
                                                         La libertad es sentir
                                                        los labios saben besar.

                                                               La palabra
                                                       aliento de la libertad.
                                                        La libertad es vivir
                               los labios proclaman al hombre su libertad de vivir.

                               Humberto Napoleón Varela Robalino (Ecuador)


***

SEMENTE  DE PAZ

Bem-vinda  energia
Contida na  palavra
Que germina no solo da poesia
E, aos poucos cresce e desabrocha,
A palavra Amor espalha
As cores do arco-íris,
Pincelando  a harmonia
E a fraternidade entre os povos
A palavra Amor aproxima
E  unifica, desenhando
Um  sonho possível
De um mundo de Paz...

Vanice Zimerman (Brasil)

*
DE MÃOS DADAS

No silêncio da noite
A palavra desperta
E emocionada renasce
E pulsa, vibrando.
Em sintonia com o Universo,
A palavra é uma ponte de luz
Que diminui  a distância,
Entre as pessoas,
Esperança que  acolhe,
Incentivando a solidariedade
E assim a palavra,
Como fonte de comunicação
Passeia, feito bálsamo,
Suavizando as dores...


Vanice Zimerman  (Brasil)

***

Palavra 

Toda palavra saída
Da boca do Pai e do
Homem podem ser mel
Podem ser fel, salvadoras

Falam de amor, felicidade
Mal estendida, fé e paz
Redimem, levantam, servem
De suave arrimo, aquecem, revigoram

Tal bálsamo na dor
Luz no túnel, bóia no mar
Mesmo díspares, inteligíveis

E que a palavra escrita
Seja sempre motivo de alegria

Boa alvissareira.

Sonia Cardoso (Brasil)

***

Palavra II

A estrada da ponte que se deve seguir
para espalhar a palavra que conduz
ao caminho da verdade, evoluir
em sabedoria, em perfume e luz.

Palavras falam de estrelas cadentes,
de trovões, de tempestades em alto mar,
de poetas sonhadores, de seresteiros
e das serenatas em noites de luar.

Proclamar a Palavra de Deus, de saída,
é manifestar admiração pela natureza,
o amor e a gratidão, que dão sabor à vida,
a essência do existir com toda grandeza.

Está escrito, nas entre linhas...até o horizonte,
é preciso fazer conexão com os nossos irmãos,
com palavras amáveis unindo pontes
de amizade, de ternura, e de compaixão.


Maria Antonieta Gonzaga Teixeira
Castro-Paraná- Brasil


***

SEM PALAVRA

Mesmo na ausência
da palavra
usa-se da sapiência
da palavra
para expressar a falta
da sua presença.

Fátima Gonçalves (Brasil)

*

PALAVRAS

Só palavra
Sem ação
Às vezes traz
Açoito ao coração

Homem de palavra
Cumpre o que diz
E ao próximo
Faz feliz

Sem palavra
Atinge a emoção
Cem palavras
Emite canção.

Fátima Gonçalves (Brasil)


***


Palavras que dançam

As palavras dançam no dicionário,
Na mente, nos livros do armário.
Na chuva, no rio, no mar, no sol.
Dançam em Tupi, Português, Espanhol,
Em todos os continentes.
Algumas nunca ficam dormentes!
Impossível ficarem quietas diante da injustiça.
Alertam perigos.
Não se calam na fome,
Ou na ausência de abrigo.
Dançam de mãos dadas,
Dançam de mãos separadas.
Formam ideias e ideais que não enxergam fronteiras.
Como um baile espiral de bandeiras:
Um ser vivo que envolve todos os povos,
Une e abarca os passageiros desse planeta.
As palavras fazem sorrir, sonhar e lutar.
Basta querer dançar com elas,
Para testemunhar.

Kátia Sentinaro (Brasil)


***

Trova da Palavra

O poeta usa a palavra,
pede um mundo mais igual,
hoje e sempre será lavra
na mudança fraternal.

Kátia Sentinaro (Brasil)

***

Palavras

A palavra é perigosa
Deve-se saber como usar
Só retirar dela o necessário
Caso haja exagero
Ela pode matar
Usando o seu sentido
De existir
São traiçoeiras, porém generosas
Fiéis, mas algozes
Viaja
Vai pelo mundo
Encontra com outra palavra
E faz seu discurso
Usa todas as letras
Embrenha-se nos livros
Eleva o autor
Ou enforca-o
Em suas palavras.

Marli Terezinha Andrucho Boldori (Brasil)

*


A Palavra

Para falar sobre a palavra
Preciso usá-las
Para dizer tudo que quero
Porém nem todas
Podem ser ditas
Em qualquer lugar,ou
A qualquer pessoa
A palavra encerra em si
Muitos segredos
Os quais nunca foram ditos
Porque a palavra
Sepultou-se nela própria.

Marli Terezinha Andrucho Boldori (Brasil)

***

Fraternidade além das palavras

A cena que vi doeu em meu peito
o mendigo ancião repartindo
o seu único pedaço de pão
Para mim
a melhor lição de fraternidade
que vi nessa sociedade de tanta crueldade.

Amaury Nogueira (Brasil)


***

                     PALABRA
Palabra: vives en arcones de los pueblos  milenarios
Un duende te llena de  magia y sales buscando voces
En canciones ancestrales de nativos
Guardando sus tradiciones en loncomeos patagónicos
O rogativas funerarias.
Eres inquieta como el viento y el mar
Abrazando pueblos en son de paz y amistad
Eres canción de cuna en labios de una madre
Acunando a su niño en noche de luna.
Eres fantasma , pirata, brujas, princesa
En cuentos infantiles en boca de la abuela.
Te aromas de sabiduría en el pensamiento de un filósofo
O en las formulas de un científico.
Lates en los versos de amor del enamorado
Melancólico o despechado.
Palabra, eres simple , usas un traje de acuerdo a la ocasión,
De gala, de trabajador ,con mucho o nada.
En fin , eres universo.

Norma Haydée Pérez (Argentina)



***


As Palavras

Três palavras disse a ela:
" Mãe, quer água? "
Assentiu apenas.

Quanto a mim!
Dela guardo uma:
" Respeito ".

Sim, as palavras o vento as leva
que assim o seja
porém as folhas sempre as agasalham.

Meu pai me deixou três verbos:
" observe, analise e faça "
já que assim caminha a humanidade.

A primeira palavra lida:
" Uva ".
Que delícia tal percepção!

De abertura, nas salas de aula,
duas palavras ditas:
" Leitura e Interpretação ".

Elói Fonseca (Brasil)


***

Olhar de cumplicidade

Repleto de pureza
São tantas palavras a dizer
Mas, somente uma troca de olhares
Para interpretar e compreender

Juliana Oliveira Nascimento (Brasil)
.

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